Proteínas: funções, fontes e quantidade diária ideal
TL;DR: As proteínas são macronutrientes formados por aminoácidos que desempenham funções estruturais, enzimáticas, hormonais e imunológicas no organismo. As melhores fontes incluem ovos, carnes magras, peixes, leguminosas, laticínios e derivados de soja. A recomendação geral para adultos saudáveis fica em torno de 0,8 a 1,2 gramas por quilograma de peso corporal ao dia, podendo chegar a 1,6 a 2,2 gramas por quilograma em atletas e praticantes de atividade física intensa.
O que são proteínas
O que são proteínas
As proteínas são macromoléculas orgânicas formadas por cadeias de aminoácidos unidos por ligações peptídicas. Cada proteína possui uma sequência específica de aminoácidos, o que determina sua estrutura tridimensional e sua função biológica. O termo proteína vem do grego proteios, que significa primário ou em primeiro lugar, o que reflete a importância central dessas moléculas em praticamente todos os processos vitais.
No corpo humano, existem cerca de 20 aminoácidos diferentes que entram na composição das proteínas. Destes, nove são considerados essenciais, ou seja, o organismo não consegue sintetizá-los em quantidade suficiente e precisa obtê-los por meio da alimentação. São eles: histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e valina. Os outros onze aminoácidos são considerados não essenciais, pois o corpo consegue produzi-los a partir de outros compostos.
Além dos aminoácidos essenciais e não essenciais, há um terceiro grupo, chamado de condicionalmente essenciais, que normalmente é sintetizado pelo corpo, mas em situações de estresse, doença ou exercício intenso pode se tornar insuficiente, demandando maior ingestão alimentar. Exemplos incluem glutamina, arginina e tirosina.
Funções das proteínas no organismo
Funções das proteínas no organismo
As proteínas estão envolvidas em praticamente todas as funções do corpo humano. A seguir, detalhamos as principais, organizadas por categorias funcionais.
Construção e reparo tecidual
A função mais conhecida das proteínas é a de construir e reparar tecidos. O colágeno, por exemplo, é a proteína mais abundante do corpo e dá estrutura à pele, ossos, tendões e cartilagens. A queratina forma cabelos e unhas. A actina e a miosina são proteínas contráteis essenciais para o movimento muscular. Durante o crescimento infantil, na gestação e na recuperação de lesões, a demanda por proteínas para síntese tecidual aumenta consideravelmente.
Enzimas e reações metabólicas
Praticamente todas as reações químicas do corpo são catalisadas por enzimas, que são proteínas especializadas. A amilase salivar, por exemplo, inicia a digestão de carboidratos na boca. A pepsina atua no estômago quebrando proteínas ingeridas. A lactase digere a lactose do leite. Sem enzimas, as reações metabólicas ocorreriam em velocidades incompatíveis com a vida.
Hormônios e neurotransmissores
Muitos hormônios são de natureza proteica ou peptídica. A insulina, por exemplo, é um hormônio proteico produzido pelo pâncreas que regula a glicemia. O glucagon, o hormônio do crescimento, a prolactina e a ocitocina também são proteínas. Além disso, alguns neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, são sintetizados a partir de aminoácidos como triptofano e tirosina, evidenciando a relação direta entre ingestão proteica e função neurológica.
Imunidade e defesa
Os anticorpos, também chamados de imunoglobulinas, são proteínas produzidas pelo sistema imunológico para neutralizar patógenos como vírus e bactérias. A albumina, proteína plasmática mais abundante, mantém a pressão oncótica do sangue e transporta diversas substâncias. O sistema complemento, parte da imunidade inata, também é composto por proteínas plasmáticas que auxiliam na destruição de microrganismos.
Transporte e armazenamento
Diversas proteínas atuam como transportadores de substâncias pelo corpo. A hemoglobina, presente nas hemácias, transporta oxigênio dos pulmões aos tecidos. A mioglobina armazena oxigênio nos músculos. A transferrina carreia ferro no sangue. A albumina transporta ácidos graxos, hormônios e medicamentos. Sem essas proteínas transportadoras, nutrientes e gases não chegariam adequadamente às células.
Equilíbrio ácido-base e de fluidos
As proteínas plasmáticas, especialmente a albumina, ajudam a manter o equilíbrio de fluidos entre os compartimentos intra e extracelular, evitando edemas. Além disso, os sistemas tampão do sangue, que mantêm o pH em faixa estreita, dependem de proteínas como a hemoglobina para funcionar adequadamente.
Fontes de proteínas
As fontes alimentares de proteína podem ser classificadas em dois grandes grupos: animais e vegetais. Cada grupo apresenta características nutricionais distintas, especialmente em relação ao perfil de aminoácidos, ao teor de gorduras e à presença de outros nutrientes.
Fontes animais
As fontes animais são consideradas proteínas de alto valor biológico, pois fornecem todos os aminoácidos essenciais em proporções adequadas. Entre as principais estão:, Ovos: considerada a proteína de referência, com escore de 1,0 em relação à necessidade humana., Carnes magras (frango, peru, bovina, suína): ricos em proteínas, ferro heme e vitamina B12., Peixes e frutos do mar: salmão, atum, sardinha, tilápia, camarão e mexilhão. Peixes gordurosos também são fontes de ômega 3., Laticínios: leite, queijos, iogurte e whey protein., Miúdos e vísceras: fígado, coração e rim, com alta densidade proteica e de micronutrientes.
Fontes vegetais
As fontes vegetais geralmente apresentam perfil de aminoácidos incompleto, com algum aminoácido essencial em quantidade limitante. Porém, a combinação estratégica de diferentes fontes vegetais ao longo do dia pode fornecer todos os aminoácidos necessários. Exemplos incluem:, Leguminosas: feijão, lentilha, grão de bico, ervilha e soja., Grãos integrais: quinoa (que é uma exceção, com todos os aminoácidos essenciais), arroz integral, aveia, trigo sarraceno., Oleaginosas e sementes: castanhas, amêndoas, sementes de abóbora, de girassol, de chia, de linhaça e de hemp., Derivados de soja: tofu, tempeh, edamame e proteína texturizada de soja., Cogumelos: algumas espécies, como o cogumelo paris e o shiitake, contêm quantidades relevantes de proteína.
Comparativo nutricional entre fontes proteicas
A tabela a seguir apresenta valores médios de referência para 100 gramas de alimentos proteicos comuns, com base em dados do TBCA (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos) e do USDA FoodData Central.
Alimento
Calorias (kcal)
Proteína (g)
Gordura total (g)
Carboidrato (g)
Peito de frango grelhado
165
31
3,6
0
Ovo de galinha cozido
155
13
11
1,1
Salmão grelhado
206
22
13
0
Feijão carioca cozido
76
4,8
0,5
13,6
Lentilha cozida
93
6,3
0,5
16,3
Tofu firme
144
17
9
2,8
Iogurte natural integral
61
3,5
3,3
4,7
Quinoa cozida
120
4,4
1,9
21,3
Whey protein (porção 30g)
120
24
1,5
3
Amêndoas
579
21
50
22
É importante observar que, embora o ovo possua menor densidade proteica em gramas do que o peito de frango por 100 gramas, ele continua sendo uma fonte excelente pela sua qualidade de aminoácidos, biodisponibilidade e versatilidade culinária.
Necessidades diárias de proteína
A quantidade diária recomendada de proteína varia conforme idade, sexo, peso corporal, nível de atividade física e estado de saúde. Diversas entidades, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) e o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), publicam recomendações atualizadas.
Recomendações para adultos saudáveis
Para adultos saudáveis com prática leve a moderada de atividade física, a recomendação geral gira em torno de 0,8 a 1,0 grama de proteína por quilograma de peso corporal por dia. Isso significa que uma pessoa de 70 kg precisaria consumir entre 56 e 70 gramas de proteína ao dia. A RDA (Recommended Dietary Allowance) norte americana e adotada por várias entidades mundiais estabelece 0,8 g/kg como valor mínimo para evitar deficiência em adultos sedentários.
Praticantes de atividade física e atletas
Pessoas que praticam atividade física regularmente apresentam maior demanda proteica. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) e a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN) recomendam:, Atividade física recreativa: 1,0 a 1,2 g/kg/dia, Esportes de endurance: 1,2 a 1,4 g/kg/dia, Esportes de força e hipertrofia: 1,6 a 2,2 g/kg/dia, Atletas em fase de definição: até 2,3 a 2,7 g/kg/dia, sempre com acompanhamento profissional
Crianças e adolescentes
A necessidade proteica por quilograma de peso é maior em crianças e adolescentes, devido ao crescimento e desenvolvimento. A OMS recomenda:, Lactentes (0 a 6 meses): 1,52 g/kg/dia (via leite materno), Crianças de 1 a 3 anos: 1,05 g/kg/dia, Crianças de 4 a 8 anos: 0,95 g/kg/dia, Adolescentes de 9 a 13 anos: 0,95 g/kg/dia, Adolescentes de 14 a 18 anos: 0,85 g/kg/dia
Idosos
A partir dos 65 anos, recomenda-se ingestão entre 1,0 e 1,2 g/kg/dia, podendo chegar a 1,5 g/kg/dia em casos de sarcopenia ou fragilidade, conforme orientação da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Isso ajuda a preservar a massa muscular, que tende a declinar com a idade.
Gestantes e lactantes
Gestantes precisam de aproximadamente 1,1 g/kg/dia, considerando o ganho de peso gestacional. Lactantes que amamentam exclusivamente necessitam de cerca de 1,3 g/kg/dia para a síntese do leite materno. Esses valores devem ser individualizados por profissional de saúde.
Qualidade da proteína
A quantidade de proteína ingerida é importante, mas a qualidade também. A qualidade pode ser avaliada por diferentes métodos.
Digestibilidade e escore PDCAAS
O Protein Digestibility Corrected Amino Acid Score (PDCAAS) é o método mais utilizado, com pontuação máxima de 1,0. Ele considera o perfil de aminoácidos em relação à necessidade humana e a digestibilidade da proteína. O ovo, o whey protein e a caseína atingem pontuação 1,0.
Escore DIAAS
O Digestible Indispensable Amino Acid Score (DIAAS) é considerado mais moderno e preciso que o PDCAAS, pois avalia a digestibilidade no intestino delgado, em vez de usar valores estimados de digestibilidade fecal. Proteínas com DIAAS acima de 1,0 são consideradas excelentes.
Complementação de proteínas vegetais
Para vegetarianos e veganos, é importante combinar fontes vegetais ao longo do dia para garantir todos os aminoácidos essenciais. Combinações clássicas incluem arroz com feijão, lentilha com arroz integral, hummus (grão de bico com gergelim) e tofu com quinoa. Não é necessário que essas combinações ocorram na mesma refeição, mas sim ao longo do dia.
Riscos do consumo excessivo e insuficiente
Deficiência proteica
A deficiência proteica é rara em países desenvolvidos, mas pode ocorrer em populações vulneráveis, idosos institucionalizados e pessoas com doenças que afetam a absorção. Os principais sinais incluem:, Edema (inchaço) por queda da albumina plasmática, Perda de massa muscular, Queda de imunidade e cicatrização lenta, Queda de cabelos e unhas frágeis, Em crianças, pode causar kwashiorkor, condição grave caracterizada por edema, distensão abdominal e retardo de crescimento
Excesso de proteína
O consumo crônico de proteína acima das necessidades, especialmente acima de 2,5 g/kg/dia por tempo prolongado, pode trazer alguns riscos:, Sobrecarga renal em indivíduos com função renal já comprometida, Perda de cálcio urinário, embora estudos mais recentes questionem esse efeito, Aumento de gorduras saturadas quando se consome muita carne vermelha processada, Possível desconforto gastrointestinal, especialmente com suplementos de whey em pessoas intolerantes à lactose
É importante destacar que indivíduos saudáveis, com função renal normal, toleram ingestões de até 2,0 a 2,5 g/kg/dia sem efeitos adversos, segundo a International Society of Sports Nutrition (ISSN).
Quem deve ter cuidado
Alguns grupos devem ter atenção especial à ingestão de proteínas:, Portadores de doença renal crônica: necessitam de restrição proteica individualizada, geralmente entre 0,6 e 0,8 g/kg/dia, conforme orientação nefrológica., Portadores de insuficiência hepática: podem ter alterações no metabolismo de aminoácidos e necessitam de ajuste., Pessoas com fenilcetonúria: devem restringir a ingestão de fenilalanina., Alérgicos a proteínas específicas: como alergia à proteína do leite de vaca, ovo, soja ou trigo, necessitam de substituição adequada., Atletas de alta performance: devem ter acompanhamento para evitar tanto a deficiência quanto o excesso., Idosos com sarcopenia: demandam ingestão proteica elevada aliada a atividade física resistida., Gestantes e lactantes: requerem ajuste da dieta, mas sem necessidade de restrição.
Estratégias práticas para atingir a meta diária
Algumas estratégias simples podem ajudar a garantir a ingestão adequada ao longo do dia:
Distribua a proteína ao longo das refeições: em vez de consumir a maior parte no jantar, distribua entre café da manhã, almoço e jantar, com o objetivo de consumir entre 20 e 40 gramas por refeição.
Inclua uma fonte proteica em cada refeição principal: ovo no café da manhã, leguminosa no almoço, carne ou peixe no jantar.
Utilize snacks proteicos: iogurte, queijos, castanhas, sementes ou shakes de whey protein.
Planeje combinações vegetais: arroz com feijão, lentilha com quinoa, grão de bico com gergelim.
Cozinhe de forma saudável: prefira grelhar, assar, cozinhar no vapor ou refogar, evitando frituras que adicionam gorduras desnecessárias.
Avalie a ingestão com profissional: um nutricionista pode calcular a meta individualizada e ajustar a dieta conforme a rotina.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Proteína em pó é necessária para atingir a meta diária?
Não necessariamente. A proteína em pó, como o whey protein, é um complemento alimentar, não um produto obrigatório. Pessoas que conseguem atingir a meta diária com a alimentação habitual não precisam utilizá-lo. É uma opção prática para atletas, pessoas com apetite reduzido ou que têm dificuldade em consumir fontes proteicas sólidas.
Qual a diferença entre proteína animal e vegetal?
A proteína animal geralmente apresenta perfil completo de aminoácidos essenciais, maior densidade proteica e maior biodisponibilidade. Já a proteína vegetal costuma ser limitada em algum aminoácido essencial, mas traz benefícios adicionais, como fibras, antioxidantes e menor teor de gorduras saturadas. Combinando diferentes fontes vegetais, é possível obter todos os aminoácidos essenciais.
É possível ganhar massa muscular comendo apenas vegetais?
Sim, é possível. Atletas veganos e vegetarianos conseguem construir massa muscular desde que consumam quantidade adequada de proteína, combinem fontes vegetais para garantir aminoácidos essenciais e pratiquem treino resistido de forma consistente. Pode ser necessário, em alguns casos, o uso de suplementos, como a proteína de ervilha, arroz ou soja, para facilitar atingir a meta diária.
O excesso de proteína faz mal aos rins?
Em indivíduos saudáveis, com função renal preservada, não há evidências consistentes de que a ingestão elevada de proteína cause dano renal. Porém, em pessoas com doença renal pré-existente, o excesso pode sobrecarregar os rins e exige acompanhamento médico.
A proteína engorda?
A proteína tem o mesmo valor calórico por grama que o carboidrato, cerca de 4 quilocalorias. O que engorda é o consumo calórico total acima do gasto energético diário. Dietas com maior teor proteico tendem a ser mais saciantes, o que pode ajudar no controle do apetite, mas isso não significa que a proteína isolada emagreça.
Conclusão
As proteínas são nutrientes essenciais para a vida, atuando em funções estruturais, enzimáticas, hormonais, imunológicas e de transporte. Garantir uma ingestão adequada, com fontes de qualidade e distribuição ao longo do dia, é fundamental para a saúde em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade. A recomendação geral de 0,8 a 1,0 grama por quilograma de peso corporal por dia serve como base para adultos sedentários, mas pode ser maior em praticantes de atividade física, gestantes, lactantes e idosos. Combinar fontes animais e vegetais, priorizar alimentos minimamente processados e buscar orientação profissional são as melhores estratégias para aproveitar todos os benefícios que esse macronutriente oferece.
Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, não substituindo a consulta com médico, nutricionista ou outro profissional de saúde habilitado. Antes de iniciar qualquer mudança alimentar, suplemento ou programa de atividade física, procure orientação individualizada de um profissional registrado. Em caso de condições clínicas pré-existentes, gestação, lactação ou uso de medicamentos, o acompanhamento profissional é indispensável.
Referências consultadas, TBCA. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. Disponível em
http://www.tbca.net.br/, USDA FoodData Central. United States Department of Agriculture. Disponível em: https://fdc.nal.usda.gov/, Organização Mundial da Saúde (OMS). Protein and amino acid requirements in human nutrition. Geneva: WHO, 2007., Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Recomendações nutricionais baseadas em evidências. Disponível em: https://www.sban.org.br/, Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). Resolução CFN nº 600/2018. Dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista., International Society of Sports Nutrition (ISSN). Position stand on protein and exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 2017., Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME). Atualização sobre ingestão proteica para praticantes de atividade física. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2019., Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Diretrizes sobre sarcopenia no idoso. 2021., Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional. RDC nº 360/2003., Phillips, S. M.; Van Loon, L. J. C. Dietary protein for athletes: from requirements to optimum adaptation. Journal of Sports Sciences, 2011.
1. Proteína em pó é necessária para atingir a meta diária?
Não necessariamente. A proteína em pó, como o whey protein, é um complemento alimentar, não um produto obrigatório. Pessoas que conseguem atingir a meta diária com a alimentação habitual não precisam utilizá-lo. É uma opção prática para atletas, pessoas com apetite reduzido ou que têm dificuldade em consumir fontes proteicas sólidas.
2. Qual a diferença entre proteína animal e vegetal?
A proteína animal geralmente apresenta perfil completo de aminoácidos essenciais, maior densidade proteica e maior biodisponibilidade. Já a proteína vegetal costuma ser limitada em algum aminoácido essencial, mas traz benefícios adicionais, como fibras, antioxidantes e menor teor de gorduras saturadas. Combinando diferentes fontes vegetais, é possível obter todos os aminoácidos essenciais.
3. É possível ganhar massa muscular comendo apenas vegetais?
Sim, é possível. Atletas veganos e vegetarianos conseguem construir massa muscular desde que consumam quantidade adequada de proteína, combinem fontes vegetais para garantir aminoácidos essenciais e pratiquem treino resistido de forma consistente. Pode ser necessário o uso de suplementos, como a proteína de ervilha, arroz ou soja, para facilitar atingir a meta diária.
4. O excesso de proteína faz mal aos rins?
Em indivíduos saudáveis, com função renal preservada, não há evidências consistentes de que a ingestão elevada de proteína cause dano renal. Porém, em pessoas com doença renal pré-existente, o excesso pode sobrecarregar os rins e exige acompanhamento médico.
5. A proteína engorda?
A proteína tem o mesmo valor calórico por grama que o carboidrato, cerca de 4 quilocalorias. O que engorda é o consumo calórico total acima do gasto energético diário. Dietas com maior teor proteico tendem a ser mais saciantes, o que pode ajudar no controle do apetite, mas isso não significa que a proteína isolada emagreça.
Aviso: este conteudo e informativo e nao substitui orientacao medica ou nutricional profissional. Consulte um nutricionista registrado (CRN) ou medico antes de fazer mudancas significativas na sua dieta, especialmente em casos de doencas pre-existantes, gestacao ou uso de medicamentos.
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Luiza C. Kozak
author
Sou Luiza C. Kozak, autora do blog Informação Nutricional e pesquisadora dedicada ao fascinante universo da nutrição e dos alimentos. Minha paixão é investigar, aprender e compartilhar tudo o que descubro sobre alimentação, saúde e bem-estar. Acredito que informação de qualidade transforma vidas, por isso me esforço para traduzir pesquisas científicas em conteúdos claros, práticos e acessíveis para o dia a dia. No blog, falo desde tendências alimentares até análises detalhadas de nutrientes, desmistificando rótulos e promovendo escolhas mais conscientes. Se você também acredita no poder do conhecimento para uma vida mais saudável, seja bem-vindo(a) para embarcar comigo nessa jornada pelo mundo da nutrição.
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