Vitamina B9 (Ácido Fólico): essencial na gravidez
Vitamina B9 (Ácido Fólico): essencial na gravidez
A vitamina B9 é um dos nutrientes mais estudados pela ciência da nutrição quando o assunto é gestação. Popularmente chamada de ácido fólico em sua forma sintética, essa vitamina do complexo B atua em processos decisivos para a formação do bebê, em especial nas primeiras semanas de vida intrauterina, quando a futura mamãe frequentemente ainda não sabe que está grávida. Entender por que o ácido fólico é considerado essencial na gravidez, quais alimentos fornecem essa vitamina, como suplementar com segurança e quem precisa de atenção redobrada é o objetivo deste conteúdo.
O que é a Vitamina B9 (Ácido Fólico)

A vitamina B9 pertence ao complexo B e recebe diferentes nomes conforme sua origem. O termo "folato" é usado para descrever as formas naturais encontradas em alimentos, enquanto "ácido fólico" refere-se à forma sintética oxidada utilizada em suplementos e na fortificação de farinhas. No organismo, ambas são convertidas em tetrahidrofolato (THF), a forma metabolicamente ativa que atua como cofator em reações de transferência de unidades de carbono.
Trata-se de uma vitamina hidrossolúvel, ou seja, dissolve-se em água. Por isso, não é estocada em grande quantidade nos tecidos, e o organismo depende de uma ingestão frequente para manter concentrações séricas adequadas. O fígado consegue manter uma reserva por aproximadamente três a quatro meses, mas após esse período, sem reposição, os níveis caem rapidamente. A excreção acontece pela urina, e o excedente consumido normalmente não provoca acúmulo tóxico, embora doses elevadas por tempo prolongado possam trazer efeitos indesejados.
A vitamina B9 foi isolada pela primeira vez na década de 1930 a partir de espinafre, e sua importância para a prevenção de anemias ficou estabelecida pouco depois. Nas décadas de 1980 e 1990, pesquisas robustas demonstraram seu papel crucial na prevenção de malformações congênitas, o que mudou para sempre as recomendações de saúde pública em todo o mundo.
Funções da Vitamina B9 no organismo

A vitamina B9 participa de processos bioquímicos fundamentais que sustentam a divisão celular, a síntese de material genético e a produção de energia. Entre as principais funções estão:
- Síntese e reparo do DNA. O folato é essencial para a produção de nucleotídeos.
- especialmente timidina e purinas.
- blocos construtores do material genético. Sem quantidades adequadas.
- as células não conseguem se duplicar corretamente.
- Síntese de aminoácidos. Auxilia na conversão de homocisteína em metionina.
- processo importante para a saúde cardiovascular e neurológica.
- Formação de hemácias. Participa.
- junto com a vitamina B12.
- da produção de glóbulos vermelhos na medula óssea.
- prevenindo anemias megaloblásticas.
- Desenvolvimento do tubo neural. Nas primeiras semanas de gestação, é fundamental para o fechamento adequado do tubo neural do embrião.
- estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal.
- Produção de neurotransmissores. Contribui para a síntese de serotonina.
- dopamina e noradrenalina.
- influenciando humor e função cognitiva.
- Metabolismo energético. Atua na conversão de carboidratos.
- proteínas e gorduras em energia utilizável pelas células.
- Metilação do DNA. Participa de processos epigenéticos que regulam a expressão gênica.
- com repercussões na saúde a longo prazo do bebê.
Por que o ácido fólico é essencial na gravidez
A gestação é um período de intensa multiplicação celular. Em poucos meses, uma única célula se transforma em um organismo completo com trilhões de células. Esse processo demanda quantidades elevadas de folato, tanto para a divisão rápida das células embrionárias quanto para o crescimento da placenta e dos tecidos maternos.
O tubo neural do embrião começa a se formar por volta do 21º dia após a concepção, momento em que muitas mulheres ainda não sabem que estão grávidas. O fechamento dessa estrutura depende criticamente de concentrações adequadas de folato no sangue materno. Quando há deficiência nesse período crítico, podem ocorrer defeitos do tubo neural (DTN), como:
- Espinha bífida. Má formação da coluna vertebral em que a medula espinhal não se fecha completamente.
- podendo causar paralisia.
- incontinência e dificuldades motoras.
- Anencefalia. Ausência de partes do cérebro e do crânio.
- condição incompatível com a vida.
- Encefalocele. Herniação de tecido cerebral através de uma abertura no crânio.
Estudos conduzidos pelo Medical Research Council (MRC) na década de 1990 demonstraram que a suplementação com ácido fólico antes e durante as primeiras semanas de gestação reduz em até 70% o risco de defeitos do tubo neural. Desde então, órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde do Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a suplementação universal para mulheres em idade fértil que planejam engravidar ou que estão em risco de gestação.
Além dos DTN, o ácido fólico tem sido associado à redução de outros riscos gestacionais, como parto prematuro, baixo peso ao nascer, abortamento espontâneo, descolamento prematuro de placenta e, segundo pesquisas mais recentes, ao menor risco de transtornos do espectro autista, de cardiopatias congênitas e de lábio leporino com fenda palatina.
Deficiência de ácido fólico: riscos e consequências
A carência de folato pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da intensidade e da duração. Os sinais clínicos incluem:
- Anemia megaloblástica. Caracterizada por glóbulos vermelhos grandes e imaturos.
- que não conseguem transportar oxigênio de forma eficiente. Os sintomas são fadiga.
- fraqueza.
- palidez.
- falta de ar e taquicardia.
- Alterações neurológicas. Confusão mental.
- dificuldade de concentração.
- irritabilidade.
- insônia e.
- em casos prolongados.
- comprometimento cognitivo.
- Problemas gastrointestinais. Náuseas.
- diarreia.
- perda de apetite e língua inchada e avermelhada.
- condição conhecida como glossite.
- Complicações na gravidez. Além dos defeitos do tubo neural.
- a deficiência materna está associada a pré-eclâmpsia.
- descolamento prematuro de placenta e restrição de crescimento intrauterino.
Grupos de risco para deficiência incluem mulheres em idade fértil, gestantes, lactantes, pessoas com doenças inflamatórias intestinais (Doença de Crohn, retocolite ulcerativa), celíacos, usuários de álcool em excesso, pessoas em uso de determinados medicamentos (metotrexato, anticonvulsivantes, anticoncepcionais orais) e indivíduos com mutações no gene MTHFR, que dificultam a metabolização do folato em sua forma ativa.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que a fortificação obrigatória de farinhas com ácido fólico, instituída pela Anvisa em 2002, contribuiu para a queda significativa na incidência de defeitos do tubo neural nas últimas décadas, embora a suplementação individual continue sendo a estratégia mais segura para gestantes.
Quando e como suplementar ácido fólico
A recomendação brasileira, alinhada com a OMS, é de que toda mulher em idade fértil que planeja engravidar inicie a suplementação de ácido fólico pelo menos um mês antes da concepção e a mantenha durante todo o primeiro trimestre de gestação. A dose preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Febrasgo é de 400 microgramas (mcg) por dia para mulheres sem fatores de risco adicionais.
Mulheres com histórico prévio de gestação afetada por DTN, em uso de medicamentos antiepilépticos ou com diabetes mellitus devem receber dose maior, geralmente 4 a 5 mg por dia, sob orientação médica rigorosa. A suplementação deve ser iniciada em dose elevada preferencialmente três meses antes da concepção.
O ácido fólico pode ser encontrado em diferentes formas no mercado:
- Ácido fólico. Forma sintética tradicional.
- amplamente utilizada em suplementos e na fortificação de alimentos. Necessita de conversão enzimática no fígado para se tornar ativo.
- Metilfolato (5-MTHF). Forma ativa do folato.
- que já está pronta para uso pelo organismo. Indicada especialmente para pessoas com mutação no gene MTHFR ou com dificuldades de absorção.
- Ácido folínico. Outra forma intermediária.
- utilizada em contextos clínicos específicos.
- como pacientes em quimioterapia.
A suplementação deve ser feita preferencialmente com orientação de médico ou nutricionista, que avaliará a necessidade individual, possíveis interações medicamentosas e a forma mais adequada para cada caso. O uso de polivitamínicos pré-natais é comum, mas é importante verificar a quantidade de ácido fólico presente em cada formulação.
Fontes alimentares de ácido fólico
Embora a suplementação seja recomendada na gestação, uma alimentação rica em folato contribui para manter estoques adequados e prevenir deficiências em outras fases da vida. As principais fontes alimentares são:
- Vegetais verde-escuros. Espinafre.
- couve.
- brócolis.
- rúcula.
- agrião e alface romana são excelentes fontes de folato natural.
- Leguminosas. Feijão preto.
- lentilha.
- grão-de-bico e ervilha contêm quantidades significativas.
- Frutas cítricas. Laranja.
- limão.
- tangerina e morango.
- Fígado. Uma das fontes mais concentradas.
- mas seu consumo na gestação deve ser moderado devido ao alto teor de vitamina A em sua forma pré-formada.
- Oleaginosas e sementes. Amendoim.
- castanha do Pará.
- sementes de girassol e linhaça.
- Cereais integrais e pães enriquecidos. No Brasil.
- desde 2002 a Anvisa determina a fortificação obrigatória de farinhas de trigo e de milho com ácido fólico e ferro.
- medida que ajudou a reduzir a incidência de defeitos do tubo neural.
Tabela: Teor de folato em alimentos selecionados (porção de 100 g)
| Alimento | Folato (mcg) |
|---|---|
| Fígado de boi cozido | 215 |
| Espinafre cozido | 146 |
| Feijão preto cozido | 149 |
| Lentilha cozida | 181 |
| Brócolis cozido | 108 |
| Aspargo cozido | 149 |
| Laranja | 30 |
| Morango | 24 |
| Amendoim | 240 |
| Abacate | 81 |
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA) e USDA FoodData Central.
Cuidados importantes com a alimentação
O folato é uma vitamina sensível. Para preservá-lo nos alimentos, algumas práticas são recomendadas:
- Prefira consumir vegetais crus ou levemente cozidos no vapor.
- pois o calor excessivo e a água de cozimento podem destruir até 90% do folato.
- Armazene vegetais em refrigerador e consuma rapidamente.
- pois o folato se degrada com o tempo e a exposição à luz.
- Evite o cozimento prolongado em grandes volumes de água.
- Combine fontes de folato com alimentos ricos em vitamina C.
- que ajuda na absorção.
- Inclua leguminosas no cardápio ao menos três vezes por semana.
Quem deve ter cuidado com a suplementação
Apesar de ser hidrossolúvel e geralmente bem tolerada, a suplementação de ácido fólico exige atenção em algumas situações:
- Pessoas com histórico de câncer. Existem estudos que associam altas doses de ácido fólico sintético ao crescimento de lesões pré-cancerígenas.
- especialmente colorretais. Indivíduos com histórico pessoal ou familiar devem discutir o uso com o médico.
- Pacientes em uso de metotrexato. O ácido fólico pode reduzir a eficácia deste medicamento usado em artrite reumatoide e em alguns tipos de câncer.
- Pessoas com anemia perniciosa. A suplementação isolada de ácido fólico pode mascarar a deficiência de vitamina B12 e retardar o diagnóstico de problemas neurológicos.
- Indivíduos com epilepsia. Alguns anticonvulsivantes interagem com o folato.
- exigindo ajuste de doses e monitoramento.
- Mulheres com mutação MTHFR. Podem necessitar da forma metilfolato em vez do ácido fólico tradicional.
- sempre com acompanhamento genético e médico.
- Excesso de folato. Embora raro.
- o consumo exagerado por meio de suplementos (acima de 1 mg por dia sem indicação médica) pode causar distúrbios gastrointestinais.
- insônia e.
- em teoria.
- interferir na função imune.
A ingestão diária recomendada (IDR) de folato para adultos é de 240 mcg, saltando para 355 mcg na gestação e 330 mcg na lactação, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, a suplementação farmacológica de 400 mcg é direcionada especificamente para a prevenção de DTN e deve ser conduzida com acompanhamento profissional.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O ácido fólico ajuda a engravidar?
Não existe evidência científica robusta de que o ácido fólico aumente a fertilidade em mulheres sem deficiência. Sua importância está na prevenção de malformações fetais, especialmente nos primeiros 28 dias de gestação, período em que muitas mulheres ainda não confirmaram a gravidez. Mesmo assim, manter níveis adequados antes da concepção é considerado uma estratégia preventiva indispensável.
2. Tomar ácido fólico depois do primeiro trimestre ainda faz diferença?
Sim. Embora o benefício mais marcante seja na prevenção dos defeitos do tubo neural, o ácido fólico continua importante ao longo da gestação para a produção de células sanguíneas, crescimento fetal, prevenção de anemia materna e redução do risco de parto prematuro. A suplementação pode ser mantida até o final da gravidez, geralmente como parte de um polivitamínico pré-natal.
3. Qual a diferença entre ácido fólico e folato?
"Folato" é o termo genérico para as formas naturais da vitamina B9 encontradas em alimentos. "Ácido fólico" é a forma sintética usada em suplementos e na fortificação. Ambos são convertidos em uma forma ativa no organismo, mas pessoas com certas mutações genéticas podem ter dificuldade nesse processo, beneficiando-se da forma já ativa chamada metilfolato.
4. O ácido fólico causa efeitos colaterais?
Nas doses recomendadas (400 mcg por dia), é considerado seguro e bem tolerado. Doses muito altas podem causar desconforto gastrointestinal, insônia ou irritabilidade. Em pessoas com predisposição, há risco teórico de interação com lesões pré-cancerígenas. Sempre siga a orientação profissional e não ultrapasse as doses indicadas sem supervisão.
5. É possível obter ácido fólico suficiente só pela alimentação?
Em teoria, sim, mas é difícil atingir as quantidades recomendadas para prevenção de DTN apenas com a dieta comum. Por isso, mesmo mulheres com alimentação equilibrada recebem indicação de suplementação nos períodos que antecedem e durante a gestação. A combinação entre alimentação variada e suplementação orientada é a abordagem mais segura.
Conclusão
A vitamina B9, em sua forma sintética conhecida como ácido fólico, é um dos nutrientes mais estudados em relação à saúde gestacional. Sua importância vai muito além da prevenção dos defeitos do tubo neural, abrangendo a formação de células sanguíneas, o crescimento fetal adequado e a redução de complicações maternas. A combinação entre alimentação rica em folato natural e suplementação orientada é a estratégia mais eficaz para garantir estoques adequados desde as primeiras semanas de gestação, muitas vezes antes mesmo de a gravidez ser confirmada.
Mulheres em idade fértil devem conversar com seus médicos e nutricionistas sobre a necessidade individual de suplementação, especialmente se houver fatores de risco adicionais como histórico de DTN, uso de medicamentos ou doenças crônicas. Essa abordagem preventiva é simples, acessível e comprovadamente eficaz na promoção de gestações mais saudáveis e bebês com desenvolvimento pleno.
Disclaimer médico: As informações contidas neste artigo têm caráter exclusivamente educativo e informativo, não substituindo a consulta médica, nutricional ou de outros profissionais de saúde. Cada gestação apresenta particularidades que exigem avaliação individualizada. Suspeitas de deficiência, decisões sobre suplementação ou tratamento de condições clínicas devem ser conduzidas por profissional habilitado. Não utilize este conteúdo como base para autodiagnóstico ou automedicação.
Referências consultadas
-
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Manual de Nutrição na Atenção Básica. Brasília, 2015.
-
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (Febrasgo). Manual de Gestação de Alto Risco. São Paulo, 2021.
-
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Guideline: Daily iron and folic acid supplementation in pregnant women. Genebra, 2012.
-
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO (SBAN). Documento técnico sobre suplementação na gestação. São Paulo, 2020.
-
TABELA BRASILEIRA DE COMPOSIÇÃO DE ALIMENTOS (TBCA). Universidade de São Paulo (USP). Disponível em: http://www.tbca.net.br.
-
UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE (USDA). FoodData Central. Disponível em: https://fdc.nal.usda.gov.
-
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Anvisa). Resolução RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002. Aprova o regulamento técnico para a fortificação das farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico.
-
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS (CFN). Resolução CFN nº 525, de 2013. Regulamenta a prática da suplementação nutricional por nutricionista.
-
MEDICAL RESEARCH COUNCIL (MRC). Prevention of neural tube defects: results of the Medical Research Council Vitamin Study. Lancet, v. 338, n. 8760, p. 131-137, 1991.
-
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Manual de Nutrição Infantil na Atenção Primária à Saúde. São Paulo, 2020.
Veja tambem
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O ácido fólico ajuda a engravidar?
Não existe evidência científica robusta de que o ácido fólico aumente a fertilidade em mulheres sem deficiência. Sua importância está na prevenção de malformações fetais, especialmente nos primeiros 28 dias de gestação, período em que muitas mulheres ainda não confirmaram a gravidez.
2. Tomar ácido fólico depois do primeiro trimestre ainda faz diferença?
Sim. Embora o benefício mais marcante seja na prevenção dos defeitos do tubo neural, o ácido fólico continua importante ao longo da gestação para a produção de células sanguíneas, crescimento fetal, prevenção de anemia materna e redução do risco de parto prematuro.
3. Qual a diferença entre ácido fólico e folato?
"Folato" é o termo genérico para as formas naturais da vitamina B9 encontradas em alimentos. "Ácido fólico" é a forma sintética usada em suplementos e na fortificação. Ambos são convertidos em uma forma ativa no organismo, mas pessoas com certas mutações genéticas podem ter dificuldade nesse processo.
4. O ácido fólico causa efeitos colaterais?
Nas doses recomendadas (400 mcg por dia), é considerado seguro e bem tolerado. Doses muito altas podem causar desconforto gastrointestinal, insônia ou irritabilidade. Sempre siga a orientação profissional e não ultrapasse as doses indicadas sem supervisão médica.
5. É possível obter ácido fólico suficiente só pela alimentação?
Em teoria, sim, mas é difícil atingir as quantidades recomendadas para prevenção de defeitos do tubo neural apenas com a dieta comum. Por isso, mesmo mulheres com alimentação equilibrada recebem indicação de suplementação nos períodos que antecedem e durante a gestação.
Aviso: este conteudo e informativo e nao substitui orientacao medica ou nutricional profissional. Consulte um nutricionista registrado (CRN) ou medico antes de fazer mudancas significativas na sua dieta, especialmente em casos de doencas pre-existantes, gestacao ou uso de medicamentos.